Até pouco tempo, a poupança era a principal referência de renda fixa para os brasileiros. Mas apesar de oferecer alta liquidez e baixo risco, seu rendimento é menor e frequentemente perde para a inflação. A saída, então, é explorar outras possibilidades nesse mercado.

Tesouro Direto, CDBs, LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures são nomes bastante mencionados quando se fala nessa família de aplicações financeiras. Porém, eles  oferecem diferentes níveis de risco e têm papéis diversos dentro de uma carteira de investimentos saudável.

A partir de agora, vamos conhecer mais detalhes sobre a renda fixa e entender quais são as alternativas que você pode buscar para enriquecer o seu portfólio e torná-lo mais resiliente. Aproveite a leitura!

O que é renda fixa?

O nome Renda Fixa se refere a qualquer categoria de investimento que possui normas e regras de rendimento predefinidas. Dessa forma, ao investir você já ficará sabendo tudo sobre prazos, taxas de rendimento e até mesmo o índice que será utilizado para valorizar o capital investido. 

Por exemplo, você já sabe que receberá 3% ao ano ou o quanto varia conforme a inflação. O investimento em renda fixa é um negócio com retorno mais previsível que a renda variável. 

Deste modo, esses investimentos são compostos por títulos e certificados para captar recursos em troca do pagamento de rentabilidade. 

Se você está começando a investir na Bolsa de Valores, o ideal é que o investimento em renda fixa seja a sua escolha inicial, já que é um investimento sem muito risco. 

Um erro comum que muitas pessoas cometem é investir na oportunidade de ganhar muito sem antes ter um patrimônio solidificado e garantido. Assim elas acabam arriscando no “incerto” antes de garantir o “certo”.  

Atualmente, você encontra diversos tipos de investimentos na renda fixa. Eles são caracterizados por rentabilidade, emissor, risco, objetivos, etc.  

Além disso, as aplicações desta categoria têm algumas características em comum, que são: 

1 – Taxa de rentabilidade conhecida no momento de investir 

Toda aplicação em renda fixa rende a uma taxa conhecida no momento da contratação, ou seja, tem um rendimento predeterminado. 

Assim, ainda que essa taxa se baseie em outro indicador financeiro (100% do CDI, por exemplo), já se sabe de antemão que o investimento acompanhará o desempenho desse indicador. O mesmo vale para aplicações cujo rendimento é baseado no IPCA, no IGP-M e assim por diante. 

Por exemplo: imagine que o CDI esteja em 5% ao ano. Logo, uma aplicação que promete um rendimento de 100% do CDI renderá 5% ao final desses 12 meses. 

Caso outra aplicação ofereça 90% do CDI, a taxa será 90% desses 5%, ou seja, 4,5% no período. Veja no esquema a seguir: 

CDI hoje = 5% ao ano, por exemplo. 

Investimento que rende 100% do CDI = (5%) x 1,00 = 5% 

Investimento que rende 90% do CDI = (5%) x 0,9 = 4,5% 

O rendimento de um investimento de renda fixa pode ser prefixado, pós-fixado ou misto. Confira: 

  • rendimento prefixado: taxa definida, como 10% ao ano, por exemplo;
  • rendimento pós-fixado: rentabilidade baseada em um indicador, como 100% do CDI, por exemplo;
  • rendimento híbrido ou misto: taxa é dada por uma parte prefixada e outra atrelada a um indicador, como 3% + IPCA, por exemplo. Na prática, significa que o investimento paga 3% ao ano + a variação do IPCA (inflação oficial do Brasil) no período da aplicação.
  • 2 – Prazo de vencimento definido

    Essas aplicações também têm um prazo de vencimento, conhecido como carência. Na prática, significa que pode fazer um investimento em renda fixa por 1 ano, com carência de 6 meses. Ou seja, o investidor só poderá resgatar após os 6 meses da carência ou deixar até que complete 1 ano.

    Assim, o dinheiro investido tem data certa para retornar para a conta do investidor, junto com a rentabilidade obtida durante o período de aplicação.

    Aliás, os investimentos com liquidez diária têm data de vencimento, porém, ela pode ser renovada. Já em relação ao tipo de resgate, as aplicações de renda fixa podem ter:

  • liquidez diária: os investimentos podem ser resgatados a qualquer momento, sem penalidade;
  • liquidez no vencimento: existe um prazo combinado para resgatar os recursos, de modo a não prejudicar as atividades de quem tomou o dinheiro emprestado. Caso necessário, é possível solicitar o resgate antecipado, porém há encargos adicionais que podem resultar em prejuízo.
  • 3 – Aplicações rendendo a juros compostos

    Um mecanismo exclusivo da renda fixa é o efeito multiplicador dos juros compostos. Como eles são calculados sobre o valor aplicado e esse valor vai aumentando ao longo do tempo, o saldo das suas aplicações cresce exponencialmente. 

    Imagine um investimento com rentabilidade de 10% ao ano. Se você aplicar R$ 1 mil e não fizer nenhuma aplicação adicional, terá R$ 1.100 ao final de um ano, R$ 1.210 ao fim de dois anos (R$ 1.100 + 10%), e assim por diante.  

    Haverá um momento em que o valor dos juros ultrapassará o do capital inicial investido sem que você tenha que fazer nenhum esforço adicional para isso. Confira o exemplo: 

    Como funcionam os investimentos em Renda fixa?

    Compreender como a renda fixa funciona é entender que o investimento nessa categoria significa emprestar dinheiro ao emissor do título. Em troca, o retorno é feito por meio de condições acordadas previamente.

    Deste modo, a entidade emite um documento onde se compromete a devolver o capital emprestado acrescido de juros após um prazo preestabelecido.

    O investimento em renda fixa depende do tipo de emissor. Ele pode ser do tipo público ou privado, no qual se destaca o conhecido crédito privado. Os investimentos privados são emitidos por empresas privadas e instituições financeiras. Já os investimentos públicos são emitidos pelo Governo.  

    Ademais a rentabilidade recorrente, estável e efetiva, muitos investimentos em renda fixa de até R$250 mil oferecem uma garantia conhecida como Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura o pagamento dos recursos em caso do emissor vir à falência. 

    Sendo assim, com um investimento inicial baixo, já é possível investir em títulos que captam recursos para subsidiar o crescimento da economia. 

    Como vimos acima, tais investimentos podem ter liquidez diária, permitindo resgate a qualquer momento, ou um prazo de carência, quando o resgate antecipado é desfavorável. Além disso, algumas aplicações contam com a isenção dos impostos, isso aumenta o retorno líquido recebido pelo investidor; já em outras os rendimentos podem ser taxados e tributados.

    Qual a diferença entre renda fixa e variável?

    A renda fixa dá um retorno garantido sobre o valor investido no vencimento, ou seja, o cálculo da remuneração é predefinido e conhecido desde o início da aplicação. 

    Investir nessa modalidade pode ser comparado a um empréstimo. É como se cada título adquirido representasse uma quantia de dinheiro emprestada a uma instituição privada ou ao governo. Em troca desse “empréstimo” você recebe no futuro o mesmo valor acrescido de juros. 

    Com a renda variável acontece o contrário da fixa, pois os investidores não têm como saber antecipadamente qual será o retorno de um investimento. Isso quer dizer que você pode aplicar R$ 1.000 e depois de alguns meses obter um retorno de apenas R$ 500, por exemplo. 

    Além disso, na renda variável os ativos são mais voláteis – os preços oscilam o tempo todo. 

    Outro ponto marcante nesse tipo de aplicação é que são altamente influenciadas por variações econômicas, políticas e não garantem retorno financeiro. 

    Qual é o risco de investir em renda fixa?

    Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a renda fixa também oferece riscos. Usando novamente a lógica do empréstimo como exemplo, o principal risco é a falta de pagamento, ou seja, o risco de crédito da aplicação.

    Outro fator que deve ser levado em conta antes de investir é o prazo da aplicação. Nesse caso, a decisão depende mais do seu planejamento financeiro do que das condições oferecidas pelo mercado.

    Exemplificando, imagine que você tenha capital disponível para comprar um imóvel ou investir no seu negócio. Caso você aplique todo o dinheiro em um investimento de prazo mais longo, pode ser que você precise do dinheiro antes do esperado. 

    Essa não é a situação ideal, pois resgatar um investimento de renda fixa de longo prazo incorre em tarifas que podem diminuir o valor do seu capital. E isso sem falar nas condições de mercado, que podem ser desfavoráveis na hora em que você precisar do dinheiro.

    Dessa maneira, é possível categorizar essas aplicações da seguinte forma:

  • aplicações de risco baixo: títulos emitidos pelo governo ou com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (o famoso FGC, um fundo formado por bancos para restituir o dinheiro de investidores em caso de falência ou calote);
  • aplicações de risco médio: títulos públicos ou bancários com prazo de vencimento mais longo, considerando as mudanças que podem acontecer ao longo do tempo;
  • aplicações de risco alto: títulos emitidos por empresas privadas, cujas garantias são determinadas por extensos e complexos documentos (os  chamados prospectos).
  • Portanto, uma estratégia interessante para rentabilizar o seu patrimônio e torná-lo mais resistentes às mudanças no mercado e no cenário político é a diversificação dos seus investimentos: encontrar um equilíbrio ideal entre diferentes aplicações, considerando níveis de risco e prazos de resgate diferentes.

    Vale a pena investir em renda fixa?

    Sim, vale a pena investir seu patrimônio na renda fixa, pois essa modalidade oferece riscos baixos e previsão de retorno, o que torna essa modalidade de investimentos ideal para quem não está disposto a correr muitos riscos ou pretende diversificar a carteira. 

    Por fim, antes de tomar qualquer decisão de investimentos, é sempre importante considerar o seu perfil de investidor. 

    Quais são os investimentos de renda fixa disponíveis no mercado?

    Poupança

    A poupança é o investimento mais conhecido e popular. As regras de operação e rentabilidade dessa modalidade seguem diretrizes estabelecidas pelo governo. Não há taxas nem incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos da poupança. 

    Quanto ao rendimento, quem aplica na caderneta de poupança hoje tem um retorno de 0,5% + taxa referencial ao mês ou aproximadamente 6,17% ao ano.  

    Tesouro Direto

    O Tesouro Direto é composto por três categorias de títulos públicos: prefixado, pós-fixado e híbrido. Ao aplicar nesses títulos, o investidor está sujeito à taxa de custódia (paga à B3) e Imposto de Renda no momento do resgate. 

    Mesmo com os tributos envolvidos, os títulos públicos são mais vantajosos e seguros quando comparados à poupança, tendo em vista que funcionam como um empréstimo feito ao governo – considerado um ótimo pagador.

    CDB/RDB/LC

    Esses investimentos funcionam de forma semelhante. O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é emitido por bancos, enquanto os títulos LC (Letras de Câmbio) são emitidos por instituições financeiras de modo geral.

    Já o RDB (Recibo de Depósito Bancário) é um tipo de investimento não muito conhecido pelo público e que também possui características de rentabilidade e tributação parecidas com o CDB e LC. 

    Todos eles rendem mais que a poupança e também funcionam como um empréstimo. 

    LCI/LCA

    A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)  são títulos emitidos por bancos. Nessa modalidade, o dinheiro investido é utilizado para financiar operações do setor imobiliário e do agronegócio. Além disso, a remuneração é um pouco menor que a do CDB, já que as letras de créditos são isentas de Imposto de Renda.

    CRI/CRA

    Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e do Agronegócio (CRA) são títulos de crédito emitidos exclusivamente por securitizadoras. A remuneração desses investimentos é semelhante a outros títulos de renda fixa e isenta de Imposto de Renda. 

    Debêntures

    Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas e negociados no mercado de capitais. A remuneração desses títulos também se dá por meio de juros, que podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos.  

    Além disso, possui rendimentos acima da média na renda fixa e também incide no Imposto de Renda sobre os seus rendimentos. 

    Na tabela a seguir, vamos conhecer quais são os investimentos de renda fixa, seu nível de risco e a quem eles se destinam.

    O que significa tarifas pré e pós-fixadas

    No momento de investir é comum surgirem estes termos. Prefixada é quando a rentabilidade é definida no momento do investimento, por exemplo, um investimento que rende 15% ao ano. 

    Por outro lado, a pós-fixada é o seu oposto, a renda muda de acordo com um período determinado, seguindo as oscilações dos indexadores. Alguns exemplos são IGPM, IPCA, Selic, CDI, entre outros. 

    Como começar a investir em Renda Fixa

    O investimento em renda fixa é uma abordagem direcionada à preservação de capital e da renda. Geralmente, inclui investimentos como títulos governamentais e corporativos, CDBs e fundos do mercado monetário. 

    Dessa forma, o investimento pode oferecer uma movimentação constante de renda com menos riscos do que as ações. 

    Agora que você já descobriu o que são investimentos em renda fixa e como eles funcionam, confira algumas ações importantes antes de começar a investir nessa modalidade. 

    1 – Analise quanto dinheiro você tem disponível para investir

    Entender o valor disponível para investir é o primeiro passo para escolher a melhor alternativa para seu perfil e propósitos. Isso é necessário, pois muitos investimentos em renda fixa possuem um valor de aporte mínimo.

    2 – Defina os prazos de acordo com seus objetivos

    Tenha clareza dos seus objetivos ao investir para fazer aplicações cujos prazos atendam esses objetivos. Se você estiver investindo para a sua aposentadoria, por exemplo, não faz sentido manter o dinheiro em um investimento com liquidez diária, por exemplo.

    Da mesma forma, se você sabe que pode precisar do valor em breve, não faz sentido investir todo o valor em uma aplicação com prazo longo de vencimento, olhando apenas para a rentabilidade.

    Além disso, como geralmente há uma penalidade para resgatar investimentos antes do prazo, você pode ter prejuízo ao solicitar o resgate antecipado.

    3 – Estude quais investimentos mais se encaixam em seu perfil

    Nos investimentos em Renda Fixa há diversos itens, com diferentes tributações, riscos e prazos. Antes de selecionar entre eles, estude, pesquise e conte com a ajuda de um especialista para lhe ajudar a escolher o que mais combina com você.

    4 – Diversifique sua carteira

    Mesclar investimentos com diferentes prazos e tipos de rentabilidade é uma boa maneira de incrementar o seu portfólio. Por isso, é muito importante contar com um suporte de empresas especializadas no mercado.

    Crédito com garantia de investimento (CGI)

    Assim como outras opções de ativos financeiros, os investimentos em renda fixa também podem ser elegíveis para o Crédito com Garantia de Investimentos (CGI). Apesar de já ser conhecido pelo público Private, esse segmento ainda é uma novidade no Brasil e costuma ficar escondido nas plataformas de bancos e corretoras. 

    A Nobli, porém, é a primeira fintech brasileira especializada nesse tipo de operação e oferece a taxa de juros mais baixa do mercado: a partir de 0,99% ao mês. 

    Seja para tirar um projeto do papel ou atender a alguma emergência, o CGI é uma oportunidade de obter dinheiro rápido sem precisar resgatar seus investimentos em renda fixa ou variável.

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