Os fundos imobiliários (FIIs) atraíram bastante a atenção dos brasileiros nos últimos tempos, principalmente por causa do pagamento de rendimentos mensais. Mas quais são os FIIs listados na B3, a bolsa de valores brasileira?

Conhecer essa lista é importante para visualizar as opções que estão à sua disposição e ir além das alternativas recomendadas por corretoras.

Naturalmente, também é necessário avaliar criteriosamente cada aplicação antes de investir o seu dinheiro. Neste post, falaremos também sobre quais são esses critérios para que você consiga tomar a melhor decisão. Confira a partir de agora!

Quais são os FIIs listados na B3?

No site da bolsa de valores, é possível encontrar listas completas de todos os ativos listados. Ou seja, são todas as aplicações que podem ser negociadas por meio de uma corretora de valores conectada à plataforma. 

Nesse sentido, os principais FIIs listados na B3 são:

KNIP11 Kinea Índice de Preço
IRDM11 Iridium Recebíveis Imobiliários
HCTR11 Hectare CE
HGLG11 CSHG Logística
MXRF11 Maxi Renda
CPTS11 Capitania Securities II
XPLG11 XP Log
BTGLG11 BTG Pactual Logística
HGRU11 CSHG Renda Urbana
VILG11 Vinci Logística

Como escolher os melhores FIIs para investir?

Não basta só saber quais são os investimentos disponíveis para você. É necessário ter uma estratégia para fazer suas aplicações de maneira a atingir os seus objetivos da maneira mais eficiente.

Nesse sentido, nem sempre o FII que tem o maior número de cotistas ou o mais anunciado pelas corretoras vai ser o ideal para a sua carteira. Da mesma maneira, nem sempre aquele que tem o maior dividend yield (pagamento de rendimentos) será o mais adequado. 

Antes de investir em qualquer FII, é necessário analisar o seguinte:

1 – Qual é a estratégia de investimentos do FII?

Cada fundo imobiliário tem uma estratégia definida para investir os recursos de seus cotistas. Elas são obrigatoriamente descritas na lâmina do fundo

A lâmina é um documento público que deve ser disponibilizado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado financeiro. Portanto, ela precisa estar ao alcance de qualquer pessoa, seja cotista do fundo ou não.

Ela contém diversas informações importantes como: a taxa de administração do fundo, os prazos de aplicação e resgate e a estratégia de investimento detalhada. 

De acordo com os tipos de investimento que fazem, os FIIs podem ser classificados como:fundos de tijolo: o tipo mais tradicional de FII. Na sua carteira, há imóveis que geram receita especialmente por meio de aluguéis e serviços. Há fundos especializados em agências bancárias, escolas, escritórios (lajes corporativas), galpões logísticos, hospitais, hotéis, imóveis residenciais, shopping centers e até FII de cemitério;

  • fundos de compra e venda: investem em operações com ativos imobiliários para gerar receita;
  • fundos de desenvolvimento: atuam na construção de projetos para lucro com a venda posterior. A incorporação de imóveis, por exemplo, também está entre essas atividades;
  • fundos de fundos: investem em cotas de outros FIIs e são uma alternativa interessante para diversificação;
  • fundos de papel ou de recebíveis: investem em títulos ligados ao setor, como LCIs, CRIs e também cotas de outros FIIs.

 

2 – Qual é o nível de risco do fundo?

Algo que pode ajudar a identificar esse nível de risco mais rapidamente é o dividend yield: quanto maiores forem os rendimentos pagos, maior tende a ser o risco do fundo.

Além disso, a partir da estratégia descrita na lâmina do fundo, é possível analisar os riscos de investir no FII considerando o seu mercado de atuação e o desempenho de indicadores econômicos que afetam esse mercado.

Considere como exemplo o segmento de lajes corporativas. Durante a pandemia do coronavírus, ele sofreu devido às restrições de circulação nas cidades e isso afetou o desempenho dos fundos que investem nesse tipo de ativo. 

Com a reabertura da economia, a tendência é de recuperação. No entanto, essa recuperação depende do avanço do processo de vacinação da população e do controle de novas infecções.

É a partir de exercícios de leitura de cenário como esse que analisamos se vale a pena investir em um determinado FII. 

3 – Qual é o desempenho histórico do fundo?

Rentabilidade passada não garante resultado futuro. Esse é um dos principais lemas do mercado financeiro.

Porém, o histórico de resultados de qualquer fundo de investimentos permite analisar o trabalho de sua gestão, especialmente em momentos de turbulência. 

Quando o mercado está em baixa, por exemplo, o fundo analisado cai mais ou cai menos do que a média do mercado? Essa é uma forma interessante de entender a qualidade do trabalho da gestão. 

4 – A relação entre o risco e o retorno vale a pena?

Considerando todos esses pontos acima, ainda resta uma pergunta muito importante: vale a pena correr o risco do FII para obter o retorno esperado, pensando nos seus objetivos?

Essa é uma questão que vai além dos métodos de análise de investimentos e nem sempre pode ser respondida com clareza. Somente você pode determinar o que faz sentido para os seus objetivos. Por isso, busque entender esses pontos antes de fazer qualquer investimento.

FIIs também podem ser usados como garantia de empréstimo

Sabia que você pode usar fundos imobiliários para conseguir crédito? Essa possibilidade ainda é relativamente recente no Brasil, mas promete mudar a forma como as pessoas enxergam esse mercado.

E o melhor: as taxas de juros são as mais baixas do mercado, com contratação online e liberação rápida dos recursos. A Nobli, por exemplo, é uma empresa especializada nesse tipo de operação e pode oferecer as melhores condições para você. 

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