mercado de crédito pessoal no Brasil atingiu um saldo de mais de R$ 2,4 trilhões e representa pouco mais de 30% do PIB brasileiro, segundo os dados mais recentes do Banco Central. Apesar de ter crescido muito nos últimos anos, o crédito pessoal ainda tem muito espaço para evoluir no Brasil devido à demanda dos consumidores e à alta concentração de oferta nos grandes bancos. Nos outros países emergentes, o crédito pessoal já atinge 50% do PIB em média, segundo o Banco de Compensações Internacionais (BIS). Isso significa que de acordo com as tendências do mercado de crédito pessoal no Brasil esse segmento ainda pode quase dobrar de tamanho e crescer mais R$ 1.5 trilhões. 

Nos últimos anos, mudanças vêm acontecendo rapidamente nesse segmento. A taxa Selic mais baixa, o boom das fintechs de crédito e a própria agenda do Banco Central para estimular a competição são os principais motores dessa transformação.  

A partir de agora, você vai conhecer as principais tendências desse mercado com base nas mudanças em curso. Também vai entender como pode se beneficiar desses movimentos para ficar em dia com o seu planejamento financeiro e ter mais possibilidades na hora de contratar algum serviço. Acompanhe. 

1 – Mercado de crédito: retomada de fôlego após a pandemia 

Exemplo mais contundente de um cenário imprevisível, a pandemia do novo coronavírus trouxe restrições também para o mercado de crédito pessoal no Brasil.  

De acordo com dados do Banco Central, as concessões de empréstimos para a pessoa física caíram de forma generalizada durante a pandemia, mas já foram ligeiramente maiores em fevereiro de 2021 em relação ao mesmo mês de 2020, como você vê na tabela a seguir. 

Em teoria, as concessões podem aumentar com a melhora da crise sanitária e a permanência das taxas de juros em um nível atrativo. Além disso, a inovação na oferta de serviços também pode ajudar. 

Fonte: Banco Central do Brasil – Estatísticas Monetárias e de Crédito/Março 2021 

2 – Aumento de possibilidades para o consumidor com o Open Banking 

Open Banking é uma iniciativa do Banco Central para tornar o sistema bancário brasileiro mais competitivo. Em linhas gerais, o objetivo é facilitar o compartilhamento de informação entre as instituições e dar mais liberdade para os consumidores. Dessa forma, instituições podem oferecer serviços mais personalizados para clientes em potencial.  

Na própria contratação de um empréstimo, por exemplo, uma das possibilidades é a maior facilidade para consulta ao histórico de pagamentos de um consumidor. Isso ajudaria a definir as taxas e os termos de contratação de uma forma mais coerente com esse histórico.  

Nesse sentido, esse movimento deve se refletir na quantidade e nas opções de serviços disponíveis para o consumidor, uma vez que as condições devem ser mais atrativas e flexíveis para quem tem melhor histórico.  

3 – Menos burocracia e taxas mais baixas  

Na esteira do Open Banking, o aumento da competição no setor bancário tende a reduzir os preços e as taxas pagas por clientes em serviços comuns. Além disso, a diminuição da burocracia e a digitalização de processos prometem agilizar o processo de contratação. Atualmente é possível contratar até operações mais sofisticadas como o crédito com garantia de forma totalmente online e digital, sem precisar assinar papel algum.  

Como o custo desses serviços e o tempo para contratação tende a cair, isso aumenta a eficiência das próprias instituições na hora de analisar a concessão de crédito, o que também se reflete em condições melhores para o consumidor. 

4 – Mais competição com o crescimento das fintechs no mercado de crédito pessoal do Brasil 

Segundo o Distrito, empresa de fomento a startups do setor financeiro, o número de fintechs no Brasil cresceu 34% em 2020, mesmo diante da pandemia. Já são mais de 740 empresas que oferecem produtos financeiros com alta tecnologia, aumentando a concorrência e as opções aos consumidores com serviços de pagamento. As Fintechs, uma das tendências do mercado de crédito pessoal no Brasil, representam hoje 15% desse mercado. 

Fonte: Distrito, Fintech Report Brasil 2020 

A proliferação de iniciativas nesse sentido tende a aumentar ainda mais a competição e as possibilidades, resultando em melhores condições e taxas mais baixas para o cliente. 

Além disso, as fintechs oferecem serviços mais focados em determinados públicos. Dos 14 diferentes segmentos em que as fintech atuam, elas geralmente são especializadas em um deles. Por isso, têm mais condições de personalizar sua oferta e aprender mais sobre as necessidades de seus clientes. 

E você? O que acha dessas tendências? Deixe seu comentário contando a sua experiência. E se você quiser conhecer uma nova forma de empréstimo pessoal com garantia, não deixe de acessar o site da Nobli e descobrir a nossa proposta para inovar nesse mercado.