Investir em um IPO é uma possibilidade que pode ser interessante para quem já tem algum conhecimento em renda variável.

Isso porque, diferente de empresas que já têm histórico no mercado de ações, o IPO oferece a chance de aportar dinheiro em papéis em seus primeiros dias de negociação.

Obviamente, esse tipo de investimento tem os seus prós e contras, como toda aplicação financeira. 

De um lado está a oportunidade de comprar ações que prometem valorização exponencial no futuro. De outro, está o risco de aportar em um negócio que pode não ser tão bem-sucedido assim.

A seguir, vamos entender mais detalhes sobre o que é um IPO e se vale a pena investir em uma companhia nesse momento. Também vamos ver algumas alternativas para quem deseja fazer um aporte com pouco dinheiro. Vamos começar?  

O que é IPO?

IPO é a sigla em inglês para Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial. É o momento em que uma empresa emite ações pela primeira vez na bolsa de valores.

Antes do primeiro dia de pregão para o público em geral, existe o chamado período de reserva: trata-se de uma fase em que investidores manifestam interesse em adquirir os papéis em uma determinada faixa de preço. Aliás, é assim que a cotação de abertura é definida. 

No momento da reserva, quem tem interesse em investir recebe o prospecto preliminar, um extenso documento que contém informações como:

  • a estrutura da empresa;
  • seus balanços;
  • um diagnóstico sobre seu ramo de atuação e os riscos para o negócio. 
  • Pelo nível de detalhe, há prospectos que atingem facilmente a marca das 500 páginas. Justamente por isso, investir no IPO de uma empresa demanda uma análise bastante criteriosa.

    Como investir em um IPO com pouco dinheiro?

    Existem pelo menos duas formas principais de investir em um IPO com pouco dinheiro. Essas formas são:

    1 – Comprar diretamente os papéis

    Você pode definir ainda no período de reserva a quantidade de ações que deseja comprar e a que preço. Para isso, basta abrir uma conta em uma corretora e, após fazer uma avaliação de seu perfil de risco (suitability), acessar as ofertas da instituição.

    Mas vale prestar atenção no seguinte ponto: como no período de reserva a cotação de abertura está sendo formada, você pode não conseguir concluir o seu investimento caso defina um preço máximo de compra abaixo dessa cotação.

    Porém, uma vez que a ação começa a ser negociada na bolsa, esse preço pode ser acompanhado em tempo real. Assim, você saberá exatamente o preço do papel e poderá calcular antes o valor necessário para fazer um aporte. 

    2 – Investir em fundos de investimento que participam de IPOs

    Essa segunda possibilidade exige um pouco mais de pesquisa. Isso porque você precisa encontrar não só fundos que invistam em ações, mas que tenham também uma política que os permita participar de IPOs.

    Nesse sentido, vale a pena entender junto às próprias corretoras quais são as possibilidades para você. Além disso, também vale prestar atenção à aplicação mínima exigida pelo fundo, já que existe bastante diversidade nesse mercado.

    Outras formas de investir com pouco dinheiro

    Existem milhares de opções no mercado financeiro para quem tem pouco dinheiro para investir.

    Entre os investimentos de renda fixa, as principais opções são:

  • Tesouro Selic: negociado junto com outros títulos públicos na plataforma do Tesouro Direto. Seu rendimento acompanha a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira;
  • CDB: o Certificado de Depósito Bancário é um investimento versátil que está disponível em várias modalidades. Há opções no mercado a partir de R$ 1.
  • Quem já tem algum dinheiro investido pode querer considerar também alternativas na renda variável. Nesse sentido, temos:

  • ações;
  • opções;
  • BDRs;
  • ETFs;
  • FIIs, os Fundos de Investimento Imobiliário.
  • Os preços oferecidos são distintos, mais baratos ou mais caros dependendo do ativo. Para entender qual é a melhor opção, é necessário estudar o mercado e entender se o investimento vale a pena

    Só lembrando que é muito importante respeitar o seu perfil de investidor e ter sempre em mente os seus objetivos ao aplicar dinheiro. Isso porque não existem soluções mágicas: investimento é algo que leva tempo e requer disciplina, mas a recompensa vale a pena.
    Outro ponto muito importante é ter uma reserva de emergência. Assim, você não terá de resgatar seus investimentos em caso de algum imprevisto e poderá seguir com uma estratégia de longo prazo.

    Vale a pena investir em um IPO?

    Como mencionamos no início, investir em um IPO pode permitir que você tenha ações de empresas de crescimento rápido, dependendo da forma como elas são administradas. Mas também há o risco de os negócios não vingarem.

    Nesse sentido, é necessário fazer uma análise aprofundada dos riscos e das possibilidades de retorno que o IPO de cada companhia oferece. O ideal é buscar ajuda profissional para entender essas questões.

    Outro ponto importante a considerar é a própria flutuação do mercado. Após o período de reserva de um IPO, é bastante comum ver os papéis das empresas caírem. 

    Isso acontece porque investidores mais antigos eventualmente se desfazem de suas ações, em uma estratégia conhecida no mercado como realização de lucros

    Também há aqueles que fizeram suas reservas e buscam lucrar rapidamente com a venda dos papéis nos primeiros momentos de negociação.

    Por isso, é muito importante ter um plano que visa o longo prazo, sempre considerando o seu perfil e seus objetivos. Dessa maneira, você terá mais tranquilidade ao tomar a sua decisão de participar ou não de um IPO e não terá de se preocupar com as oscilações no dia a dia.

    Agora que você entende um pouco mais sobre os pontos que deve considerar antes de investir em um IPO, que tal saber como montar um portfólio diversificado? Em nosso e-book Investimentos: aprenda a montar uma carteira vencedora, explicamos tudo o que você precisa saber. Baixe agora!