A garantia do FGC é um dos principais atributos de investimentos de renda fixa como CDB, LCI e LCA. De fato, ela funciona como um seguro não só para as aplicações financeiras, mas também para aquele dinheiro que fica na conta-corrente.

Um ponto que merece atenção é o limite dessa cobertura: ela é de até R$ 250 mil por instituição financeira, com teto global de R$ 1 milhão por CPF.  Mas como isso funciona na prática? 

A partir de agora, você vai entender mais particularidades sobre esse dispositivo de proteção e vai entender como considerá-lo no seu planejamento financeiro. Confira!

O que é FGC?

FGC é a sigla para Fundo Garantidor de Créditos. Trata-se de um fundo privado formado a partir das contribuições de bancos e financeiras. 

Assim sendo, as instituições que oferecem a garantia do FGC contribuem para esse fundo, pois é justamente dessas contribuições que saem os recursos para cobrir a garantia.

Quais investimentos e produtos financeiros oferecem a garantia do FGC?

Confira a seguir a relação de produtos que oferecem a cobertura do fundo.

  • poupança;
  • títulos bancários como CDB, LCI e LCA;
  • depósitos em conta-corrente e conta conjunta; 
  • títulos emitidos por financeiras, como LC e RDB;
  • letras hipotecárias (LH);
  • operações compromissadas.
  • Não oferecem a garantia do FGC:

  • investimentos de renda variável em geral;
  • títulos privados emitidos por empresas, como CRIs, CRAs e debêntures;
  • aplicações no Tesouro Direto;
  • contas de pagamentos ou carteiras digitais (Mercado Pago, Pay Pal, Pic Pay e assim por diante);
  • fundos de investimentos.
  • O que acontece se for necessário acionar a garantia do FGC?

    A garantia do FGC é acionada quando um banco vai à falência ou não consegue devolver o dinheiro de seus clientes. Ao longo dos últimos 30 anos, foram relativamente poucos os casos em que esse mecanismo precisou entrar em ação.

    Mas quando isso acontece, é o próprio FGC quem assume a dianteira para comunicar a situação e providenciar a devolução do dinheiro o mais rápido possível.

    Nos casos mais recentes, essa devolução levou cerca de 15 dias. Esse foi o tempo que o FGC levou para levantar os nomes de todas as pessoas que tinham valores a receber, definir as quantias a serem pagas e nomear um banco para intermediar o processo.  

    Como aproveitar melhor a garantia do FGC

    1 – Atenção ao limite para conta conjunta

    Muitas pessoas se confundem nesse ponto, mas no caso das contas conjuntos o limite de R$ 250 mil não vale para cada CPF, e sim para a conta como um todo.

    Assim, se você tiver uma conta em parceria com seu cônjuge, por exemplo, cada um receberia no máximo R$ 125 mil caso a garantia do FGC precisasse ser acionada.

    2 – Diversifique suas aplicações entre emissores diferentes

    Outro ponto de atenção é que o limite máximo de R$ 250 mil vale para o conglomerado financeiro como um todo (contas diferentes no mesmo banco, por exemplo). 

    Dessa maneira, o ideal é que você distribua especialmente os seus investimentos entre diferentes emissores.

    Uma solução nesse sentido é o que bancos e corretoras vêm oferecendo em seus sites e aplicativos: a possibilidade de investir em títulos de bancos parceiros.

    3 – Deixe alguma gordura para os juros e para a conta-corrente

    Considerando que o limite máximo por conta é de R$ 250 mil, tudo o que ultrapassar esse valor fica automaticamente descoberto.

    Sendo assim, vale a pena investir um valor um pouco menor, de maneira que os rendimentos das suas aplicações financeiras também fiquem seguros.

    Mas como calcular qual é o valor ideal? Em outro post aqui no blog, explicamos como calcular o valor do investimento ideal para ter a garantia do FGC.

    4 – Se seus recursos ultrapassam o limite da cobertura, redobre a atenção com o risco de crédito

    Se você tiver que alocar uma quantia superior a R$ 250 mil, saiba que você pode optar por títulos de outros emissores para ter o seu patrimônio coberto em até R$ 1 milhão.

    Mesmo assim, caso a cobertura não seja suficiente, você pode optar pelos fundos de crédito privado. Tratam-se de fundos de renda fixa que investem justamente em títulos emitidos por bancos e por empresas. 

    Geralmente, esses fundos fazem um mix de aplicações financeiras para possibilitar retorno otimizado e redução de riscos. E como há uma equipe de profissionais acompanhando constantemente esse mercado, isso diminui as chances de prejuízo. 

    Agora que você entende melhor os detalhes sobre a garantia do FGC, que tal entender como criar um portfólio mais resiliente? Em nosso e-book Investimentos: aprenda a montar uma carteira vencedora, explicamos tudo o que você precisa saber. Baixe agora!