Desde o início do ano, investir em títulos públicos como CDB ou Tesouro Direto tem sido sinônimo de maior rentabilidade, já que a taxa básica de juros, a Selic, subiu recentemente para 11,75% ao ano.

Esse movimento contribui para uma maior adesão do público investidor aos investimentos em renda fixa e, ao mesmo tempo, desperta a necessidade de conhecer mais profundamente as particularidades de cada um deles. 

Por isso, mostraremos a seguir as principais diferenças entre CDB e Tesouro Direto e qual é a melhor opção para o investidor. Confira!

CDB ou Tesouro Direto: o que significa cada um?  

Desde o iniciante ao investidor mais experiente, as modalidades de investimentos de renda fixa sempre serão alvo de discussões e debates.  

O que é CDB? 

CDB é a sigla para Certificado de Depósito Bancário, um título de renda fixa utilizado por instituições financeiras para captar recursos. 

Para o investidor, funciona como uma espécie de empréstimo que ele faz para o banco, mediante remuneração futura. 

O que é Tesouro Direto? 

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional em parceria com a B3 (bolsa brasileira) que comercializa títulos públicos federais em três modalidades: prefixada, Tesouro Selic e IPCA+. 

Quais as diferenças entre Tesouro Direto e CDB?  

O Tesouro Direto e o CDB são investimentos em renda fixa, operam de forma semelhante e oferecem retornos maiores do que a poupança. 

A diferença é que, ao investir em um programa do Tesouro Nacional, o dinheiro é emprestado ao governo federal, enquanto no CDB, o empréstimo é para uma instituição financeira privada. 

Porém, existem também algumas diferenças relevantes entre essas modalidades de investimento. Veja as principais:

Risco 

Os investimentos em CDB possuem baixo risco. No entanto, é recomendado avaliar o posicionamento da instituição financeira no mercado e apostar nas mais consolidadas, para que o risco envolvido seja o menor possível. 

Já o Tesouro Direto, por ser um programa do próprio governo e com garantia do Tesouro Nacional, é considerado por muitos especialistas a modalidade de investimento mais segura de todas, tendo, portanto, riscos muito baixos. 

Liquidez 

Liquidez é um termo usado no mercado financeiro para indicar a rapidez com que um ativo pode ser convertido em dinheiro sem perder seu valor original. Isso quer dizer que ativos de alta liquidez são facilmente vendidos. 

Além disso, não há carência e todos os papéis dessa modalidade podem ser resgatados em um dia útil após a venda do ativo. 

O CDB possui liquidez diária, mas está geralmente sujeito a um período de carência que varia conforme as regras de cada banco, algo entre 60 e 180 dias.  Após esse período, o saque é liberado a qualquer momento. 

No Tesouro Direto, a liquidez diária significa que o investidor pode vender seus papéis a qualquer momento e resgatá-los em um dia útil após a venda do ativo. 

Rentabilidade 

Tanto o Tesouro Direto quanto o CDB oferecem três opções de rentabilidade. Veja cada uma delas: 

  • Pós-fixada: a rentabilidade acompanha um indexador como CDI e IPCA
  • Híbrida: parte da rentabilidade é atrelada a algum índice econômico como o CDI e IPCA mais uma taxa prefixada; 
  • Prefixada: rentabilidade definida no momento da contratação. 
  • Investimento mínimo 

    Na plataforma do Tesouro Direto é possível encontrar títulos para todos os bolsos. Nesse sentido, é bastante comum encontrar opções de investimento mínimo  a partir de R$ 30,00. 

    Para os investimentos em CDBs, os valores mínimos variam muito conforme o banco emissor. 

    Atualmente, com a forte presença dos bancos digitais no mercado, existem opções  a partir de R$ 100,00 para esse tipo de investimento. Porém, a média dos aportes iniciais nos grandes bancos não costuma ser menor que R$ 500,00.

    Tributação 

    Nos investimentos do Tesouro Direto há incidência de Imposto de Renda. Sendo assim, a tributação acompanha a tabela regressiva. Veja as alíquotas conforme o tempo de aplicação: 

  • Até 180 dias: 22,5%;  
  • De 181 a 360 dias: 20%;  
  • De 361 a 720 dias: 17,5%; e 
  • Acima de 720 dias: 15%.  
  • Tendo em vista que o desconto do imposto ocorre automaticamente na instituição financeira, o investidor terá acesso ao valor líquido no momento do resgate. 

    Quanto à forma de tributação, as regras dos CDBs são as mesmas dos títulos públicos e seguem a mesma lógica de aplicação de alíquota, ou seja, quanto mais tempo tiver o investimento, menor será a porcentagem de imposto sobre o valor total. 

    Segurança 

    Como já mencionado, é bastante seguro investir em títulos do Tesouro Direto, já que é pouco provável que o governo não remunere as aplicações recebidas. Portanto, esse é um tipo de investimento ideal para o investidor que deseja compor uma reserva de emergência ou apenas como forma de diversificação de carteira. 

    No caso do CDB, além de também ser um investimento de baixo risco, existe a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante a recuperação do valor investido em até R$ 250 mil, em caso de falência do banco emissor dos títulos.

    Qual é o melhor investimento: CDB ou Tesouro Direto?  

    Mesmo conhecendo as características básicas e detalhes do CDB e do Tesouro Direto, é bastante comum surgir o questionamento sobre qual é o melhor investimento.

    A resposta para isso é o famoso depende. Isso porque alguns fatores, como valor e tempo de investimento, interferem diretamente no retorno dos ativos e influenciam também nas decisões dos investidores.

    Então, retomando os pontos dos tópicos anteriores, tomaremos dois exemplos que se aproximam da realidade atual do mercado, para efeitos de comparação:

    CDB em banco menor (maior risco) 

  • Rentabilidade prefixada de 12% ao ano
  • Vencimento: 3 anos 
  • Taxa de custódia: não há
  • Proteção do FGC: sim 
  • Imposto de Renda: sim
  • Imposto sobre Operações Financeiras: sim
  • Tesouro Prefixado 

  • Rentabilidade de 9% ao ano 
  • Vencimento: 6 anos 
  • Taxa de custódia: 0,20% para valores acima de R$ 10 mil 
  • Proteção do FGC: não se aplica 
  • Imposto de Renda: sim
  • Imposto sobre Operações Financeiras: sim
  • Analisando rapidamente esses exemplos, o CDB chama mais a atenção por ter uma rentabilidade consideravelmente maior e não possuir taxa de custódia. No entanto, essas possíveis vantagens não são suficientes para determinar o melhor investimento.

    Outras informações são importantes, como, o tempo determinado para resgate, a possibilidade de venda antecipada e o valor de aporte. 

    Considerando esses aspectos, o Tesouro pode ser mais vantajoso, já que pode ser liquidado a qualquer momento e o aporte inicial é bastante acessível, geralmente a partir de R$ 30,00. 

    Por outro lado, uma aplicação em CDB, enquanto estiver no período de carência, não pode ser liquidada, sendo necessário aguardar o tempo estipulado para resgate. Além disso, o aporte inicial do CDB costuma ser maior que o do título público. 

    Por fim, é importante ressaltar que o investimento mais vantajoso, será sempre aquele que mais se adapta à realidade do investidor. Sendo assim, tanto o CDB quanto o Tesouro podem atender a diferentes perfis de investidores, desde que estejam alinhados aos seus objetivos no momento da aplicação.

    E para você, qual é a melhor opção de investimento: CDB ou Tesouro Direto?  Se você ainda tem dúvidas, clique aqui e conheça outras vantagens dos investimentos em renda fixa.