Investir em fundos de investimento vêm ganhando bastante popularidade por sua proposta de facilitar a vida das pessoas: eles são boas alternativas para quem não consegue acompanhar o mercado ou quer automatizar a gestão da sua carteira de investimentos.

No entanto, existe um universo inteiro de possibilidades. São diversos tipos de produtos, estratégias, prazos, mercados e níveis de risco para escolher. No fim, acaba sendo necessário recorrer a ajuda especializada para escolher os melhores fundos de investimentos. 

Neste post, vamos ajudar você a ter uma ideia geral de como eles funcionam e o que é essencial saber para fazer boas escolhas. 

Você vai entender as diferentes categorias que existem nesse segmento, os tipos de risco e qual o papel de cada tipo de fundo na estratégia de investimentos. Aproveite a leitura!

Investir em fundos de investimento, como funciona?

Investir em fundos de investimento funciona como um condomínio. Trata-se, portanto, de um grupo de pessoas que se juntam com a finalidade de investir em um conjunto de aplicações financeiras, que geralmente têm valores de entrada mais altos. 

Justamente por terem essa característica de possibilitar o investimento em outras aplicações, eles também são chamados de veículos. Na prática, são o meio pelo qual investidores alcançam determinados produtos seguindo uma estratégia.  

Além disso, quem investe em um fundo conta com a gestão profissional: uma pessoa ou grupo de pessoas encarregadas de definir as estratégias, analisar o mercado e implementar mudanças quando necessário. O objetivo é sempre buscar o melhor retorno com o menor risco possível.

Além disso, todo fundo de investimentos também conta com administração especializada: novamente, uma pessoa ou grupo de pessoas que cuidam de aspectos jurídicos, burocráticos e tributários.

A seguir, veja um resumo das principais expressões com que você se depara na hora de investir em fundos:

  • Cotista: é quem investe dinheiro em fundos. Pode ser uma pessoa ou uma instituição (pessoa jurídica, que possui um CNPJ);
  • Patrimônio do fundo: é a soma dos recursos de todos os cotistas. O valor é usado para executar a estratégia de investimentos do fundo e também para bancar custos como impostos, taxas e encargos;
  • Cota: usada nos cálculos de rentabilidade, seu valor representa uma fração do patrimônio do fundo em um determinado momento. Cada cotista tem um número de cotas proporcionais ao valor aplicado no fundo;
  • Taxa de administração: é um valor cobrado sobre o patrimônio do fundo para remunerar a gestão. Expresso em percentual (%) ao ano, é recolhida de maneira proporcional todos os dias;
  • Taxa de performance: prêmio cobrado pela gestão de um fundo quando os resultados ultrapassam determinado patamar. Incide como valor percentual (%) apenas sobre o valor que excede a faixa estabelecida; 
  • Come-cotas: é uma espécie de antecipação do Imposto de Renda (IR). É cobrado no último dia útil dos meses de maio e novembro nos fundos que têm a maior parte de seu patrimônio em renda fixa. 

Principais tipos de fundos de investimento 

1 – Fundos de renda fixa

Investem a maior parte de seu patrimônio em ativos desse mercado. Podem oferecer um nível de risco maior ou menor, dependendo de sua estratégia e do tipo de segmento do mercado em que eles investem. Veja a seguir:

2 – Fundos de ações

Para quem já conhece um pouco mais sobre as possibilidades que o mercado financeiro oferece, os fundos de ações são maneiras de incrementar o seu portfólio. No entanto, tratam-se de investimentos para um perfil mais agressivo.

Esse tipo de fundo investe pelo menos 67% de seu patrimônio em ações e possui prazos de resgate que podem ir de dois úteis a 60 dias corridos, dependendo da estratégia. Eles são indicados para quem está construindo patrimônio ou investindo para um objetivo de longo prazo. Confira os principais tipos a seguir: 

3 – Fundos multimercado

Como diz o próprio nome, o fundo multimercado é mais flexível em relação aos tipos de investimento que podem entrar na carteira. Justamente por isso, demanda uma análise mais criteriosa antes de investir, pois o nível de risco varia de acordo com a estratégia.

O ideal é sempre consultar a lâmina do fundo. Esse é um documento que todos os fundos precisam elaborar e disponibilizar em seus sites e em qualquer outro lugar em que eles sejam ofertados. 

Além disso, também precisam registrar esse documento na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado financeiro no Brasil.

Nas lâminas dos fundos de investimento, você vai encontrar informações sobre:

  • Estratégia do fundo;
  • A que perfil o fundo se destina;
  • Valor mínimo para investir;
  • Valor mínimo das movimentações;
  • Valor da taxa de administração;
  • Valor da taxa de performance (quando houver);
  • Prazos de cotização e resgate;
  • Tributação do fundo.

4 – Fundos imobiliários

Também conhecidos pela sigla FII, os fundos imobiliários permitem investir nesse mercado sem a necessidade de possuir um imóvel. Como eles são negociados em bolsa de valores, tratam-se de investimentos de renda variável.

Aqui o investidor entra como dono de uma pequena parte do portfólio do fundo e recebe rendimentos mensais de aluguéis e pagamentos referentes a papéis desse segmento, como LCIs e CRIs. O principal apelo é que, atualmente, esses rendimentos são isentos de IR.

Os principais tipos são:

5 – Fundos cambiais

Os fundos cambiais investem pelo menos 80% do patrimônio em moedas ou ativos relacionados a moedas estrangeiras, como: dólar, euro, libra e iene. São indicados para os perfis moderado e agressivo.

Esse tipo de investimento é procurado por quem quer se proteger da desvalorização do câmbio. Também pode ser uma alternativa para quem vai viajar e quer guardar a sua reserva nas chamadas moedas fortes.

Como investir em fundos de investimento?

Agora que você já tem um panorama do universo dos fundos de investimento, confira abaixo um passo a passo para começar a investir em fundos de investimento

1 – Defina seus objetivos

Ter metas definidas ajuda a direcionar a sua escolha. Você vai precisar do dinheiro em longo ou curto prazo? Quais os objetivos com esse dinheiro? Qual seu perfil de investidor e quais riscos você aceita tomar? Essas e outras escolhas irão afetar diretamente a montagem de sua estratégia.

2 – Conheça e entenda os fundos

Estude cada opção de fundo e escolha aquele que se encaixa melhor no seu propósito. Conheça os gestores, entenda o histórico de resultados da gestora e confira sempre as lâminas dos produtos de seu interesse.

3 – Analise e compare, taxas, custos e investimento inicial

Agora é o momento de analisar os custos para investir. Você deve comparar taxas de administração e performance, além do primeiro investimento. Preste atenção, pois alguns fundos são direcionados para investidores qualificados (quem já possui mais de R$ 1 milhão em ativos financeiros).

4 – Cuidado ao analisar rentabilidade 

A rentabilidade é um fator que chama a atenção na hora de escolher um fundo, mas ela pode ser uma armadilha. O ideal é analisar o desempenho sempre em períodos maiores que um ano e compará-lo com o dos principais índices do mercado.

Como obter crédito usando fundos de investimento

Assim como outras opções de ativos financeiros, alguns fundos de investimento podem ser usados para obter o Crédito com Garantia de Investimentos (CGI).

Apesar de já ser conhecido pelo público Private, esse segmento ainda é uma relativa novidade no Brasil e costuma ficar escondido nas plataformas de bancos e corretoras. 

A Nobli, porém, é a primeira fintech brasileira especializada nesse tipo de operação e oferece a taxa de juros mais baixa do mercado: a partir de 0,79% ao mês. 

Seja para tirar um projeto do papel ou atender alguma emergência, o CGI é uma oportunidade de obter dinheiro rápido sem precisar resgatar seus investimentos.

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