Investir em ações é um assunto que está sendo cada vez mais procurado pelos brasileiros. Prova disso é o salto no número de investidores na B3, a nossa bolsa de valores, que ganhou quase 1 milhão de novos CPFs somente no primeiro semestre de 2021.

Mas ainda há muitas dúvidas sobre como começar a investir nesse mercado. Todas essas dúvidas causam insegurança e alguns medos como, por exemplo, a ideia de que é necessário ter muito dinheiro para investir em ações. 

Por outro lado, também existem falsas promessas para ganhar dinheiro rápido e até fraudes e golpes financeiros baseados na falta de conhecimento das pessoas.

Para ajudar a tirar suas dúvidas, preparamos um guia rápido com tudo o que você precisa saber para dar os seus primeiros passos nesse tipo de investimento. Confira a partir de agora.

O que são ações?

As ações representam uma parcela do capital social de uma empresa. Ao comprar uma ação, você está adquirindo uma pequena parcela de um negócio. Portanto, passa a ter a condição de acionista, participando dos lucros e prejuízos da empresa e correndo também os riscos.

As ações são investimentos de renda variável, pois:

  1. não têm prazo de resgate definido;
  2. não têm garantia de rentabilidade;
  3. são ativos negociados na bolsa de valores;
  4. têm preços definidos em tempo real por meio de acordos entre compradores e vendedores.

As empresas que emitem ações (chamadas de companhias de capital aberto) usam esse mecanismo para levantar recursos para expandir seus negócios. Logo, existe um compromisso para que esses planos deem certo.

E uma vez que a bolsa de valores é o lugar onde essas empresas negociam suas ações, é possível entender que a premissa é o sucesso no longo prazo. 

Por isso, o investimento em ações é recomendado para o planejamento financeiro de qualquer pessoa que entenda os riscos de investir nessa categoria e que tenha objetivos de longo prazo.

Investir em ações: vantagens e desvantagens

Seguindo a mesma lógica do potencial de crescimento de um negócio, ações são investimentos voltados para o longo prazo. Elas são recomendadas para quem quer construir patrimônio ou investir em objetivos que vão se realizar em um futuro mais distante, como aposentadoria, viver de renda, pagar a faculdade dos filhos e assim por diante.  

Dessa forma, o ideal é que você aplique aquela parte do seu dinheiro que você sabe que não vai precisar usar imediatamente. É por isso que é muito importante ter uma reserva de emergência antes de investir em qualquer aplicação de renda variável.

De acordo com esses princípios, as principais vantagens de investir em ações são:

  1. potencial de crescimento exponencial para o seu patrimônio no longo prazo;
  2. sociedade com empresas nacionais e internacionais;
  3. direito de participar dos lucros e receber proventos, como dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JSCP ou JCP).

Por outro lado, as desvantagens de investir em ações são:

  1. necessidade de acompanhar constantemente o mercado para ajustar a sua carteira quando necessário;
  2. mais volatilidade: maior sensibilidade a mudanças na economia e no cenário político;
  3. mais risco: acionistas podem perder todo o dinheiro investido em um negócio.

Como começar a investir em ações?

1 – Defina seus objetivos

O primeiro passo para começar a investir em ações é definir o que você pretende alcançar. Por isso, analise sua vida financeira, entenda o seu momento e defina metas claras. 

Seu dinheiro é um recurso limitado e, por isso, é necessário priorizar: organize seus objetivos por ordem de importância e busque delimitar de forma clara qual parte da sua renda é destinada a cada um deles. 

O ideal é ter entre dois a quatro objetivos, pensando no curto e no longo prazo, pois ter muitas metas acaba tirando o foco do que realmente é importante. 

Lembre-se também da sua reserva de emergência. Ela também é considerada uma meta de curto prazo, pois são esses recursos que vão te ajudar na hora de resolver um imprevisto ou aproveitar uma oportunidade inesperada.

2 – Abra uma conta em uma corretora de valores

Para negociar na bolsa de valores é necessário ter uma conta em uma corretora, pois todas as operações de compra e venda são feitas por meio de uma ferramenta chamada home broker. Bancos tradicionais e digitais também dispõem dessa tecnologia. No entanto, as políticas de cobrança variam bastante.

Para escolher uma boa corretora, é necessário avaliar alguns fatores, como:

  • Taxas de corretagem;
  • Facilidade de uso de sistemas de negociação;
  • Disponibilização de relatórios;
  • Orientações sobre investimentos.

O processo para abrir sua conta é relativamente simples. É preciso enviar alguns documentos pessoais e preencher fichas de cadastro. Geralmente, a abertura de conta é gratuita.

3 – Descubra o seu perfil de investidor

É no momento do cadastro na corretora que você descobre o seu perfil de investidor a partir de um processo chamado de suitability: você responde algumas perguntas sobre sua experiência com investimentos, seu patrimônio, sua necessidade de capital e sua disposição para correr riscos. 

A partir dessa análise, a corretora informa qual é o seu perfil e te dá acesso a produtos financeiros com base nessa avaliação. Dessa forma, para investir em ações, é necessário ter mais disposição para correr riscos.

4 – Escolha sua estratégia para investir em ações

Quando sua conta na corretora estiver pronta para operações, chegou a hora de decidir quais caminhos você quer seguir em sua estratégia de investimentos. 

É nessa hora que a base educacional oferecida pela corretora vai fazer a diferença, pois existem múltiplas formas de montar a sua carteira de investimentos e negociar os ativos do seu portfólio.

Algumas dessas estratégias são:

  • buy and hold: comprar ações e manter o investimento para o longo prazo
  • swing trade: comprar e vender ações para resgatar em poucos dias, sem intenção de manter o investimento para o longo prazo; 
  • day trade: comprar e vender ações no mesmo dia para obter lucros no curto prazo.

Nenhuma dessas táticas é excludente, ou seja, você pode operar usando mais de uma ao mesmo tempo. 

Por isso, estude cada uma antes de decidir qual é a melhor para você. Entenda também qual é o valor ideal do seu patrimônio para investir em cada uma, sempre respeitando os seus objetivos.

5 – Otimize a sua carteira

A partir daqui, o acompanhamento passa a ser constante. Dependendo da estratégia que você adotar, é interessante checar a sua carteira de tempos em tempos para saber se você está no caminho desejado.

Caso não, você pode optar pelo rebalanceamento ou por investir em outros mercados. Nesse sentido, é interessante diversificar os seus investimentos para não tornar a sua carteira dependente do retorno do investimento em ações.

Como obter crédito usando ações

Sabia que você pode usar ações para obter o Crédito com Garantia de Investimentos (CGI)? Apesar de já ser conhecido pelo público Private, esse segmento ainda é uma relativa novidade no Brasil e costuma ficar escondido nas plataformas de bancos e corretoras. 

A Nobli, porém, é a primeira fintech brasileira especializada nesse tipo de operação e oferece a taxa de juros mais baixa do mercado: a partir de 0,79% ao mês. 

Seja para tirar um projeto do papel ou atender alguma emergência, o CGI é uma oportunidade de obter dinheiro rápido sem precisar resgatar seus investimentos.Agora que você já desmistificou o investimento em ações, que tal ver na prática como investir de forma mais inteligente? Baixe grátis o ebook Como Montar a Carteira de Investimentos Ideal e saiba mais!