Um empréstimo colateralizado é um tipo de operação financeira que, de um lado, é menos arriscada para os bancos. De outro, oferece taxas de juros menores para quem está contratando.

Se você precisa de recursos para seus projetos, essa pode ser uma boa alternativa para concretizar os seus planos.

A partir de agora, entenda tudo o que você precisa saber sobre o crédito colateralizado e saiba se essa opção é viável para o seu planejamento financeiro. Acompanhe!

O que é empréstimo colateralizado?

Uma operação de crédito colateralizado consiste em dar um bem como garantia de que a dívida será quitada. Esse ativo também é chamado de colateral.

Assim, em caso de inadimplência, a instituição que emprestou os recursos pode executá-lo para saldar os pagamentos pendentes.

Como funciona o crédito colaterizado? 

Um empréstimo colateralizado pode se dar de duas maneiras distintas. Confira os detalhes sobre cada uma a seguir:

1 – Alienação fiduciária

Ao adquirir um imóvel ou veículo por meio de um financiamento, por exemplo, esses próprios ativos são a garantia do empréstimo. 

Nesse caso, eles se tornam propriedade do banco que emprestou os recursos pelo tempo que durar o financiamento. Após a quitação da dívida, a titularidade é transferida para o cliente.

A alienação fiduciária é um processo semelhante à hipoteca, no sentido de que a instituição financeira pode executar o bem para cobrir a dívida.

No entanto, existe uma diferença jurídica entre as duas modalidades: no caso da alienação fiduciária, o banco tem custos menores e gasta menos tempo na execução do bem, uma vez que ele é o dono do ativo. 

Já no caso de uma hipoteca, a titularidade do imóvel é de quem o comprou desde o início, ainda que de maneira financiada. 

Inclusive, o bem pode ser executado para pagamento de outras dívidas que nada têm a ver com o empréstimo original, como dívidas trabalhistas, por exemplo. 

Dessa forma, a hipoteca oferece risco e custo maior para o banco, o que acaba se refletindo nas taxas oferecidas. Justamente por isso, essa modalidade é pouco comum no Brasil. 

2 – Crédito com garantia de um ativo ou bem do contratante

Nesse caso, o bem já precisa estar quitado para que possa ser usado como colateral. Na prática, é possível utilizar automóveis, aviões, barcos, joias, imóveis, obras de arte, terrenos ou qualquer outro tipo de ativo que tenha algum valor financeiro. 

Durante o período do empréstimo, a titularidade é transferida para a instituição que emprestou os recursos e os ativos podem ser executados em caso de falta de pagamento das obrigações.

As principais modalidades de crédito colateralizado nessa categoria são:

  1. Crédito consignado (o salário é a garantia de pagamento);
  2. Antecipação de receitas (como 13º salário e restituição do Imposto de Renda);
  3. Crédito com garantia de imóvel (home equity);
  4. Crédito com garantia de veículo (auto equity);
  5. Crédito com garantia de investimentos (CGI).

Até mesmo empresas podem ser dadas como garantia de um empréstimo. É o que veremos no tópico a seguir.

Empréstimo colaterizado no mercado financeiro

Uma realidade mais comum para o público de altíssima renda é a possibilidade de utilizar os seus bens para se capitalizar. Dessa forma, você não precisa se desfazer do que tem para levantar recursos para seus projetos pessoais.

Nesse sentido, alguns exemplos de utilização do crédito colateralizado no mercado financeiro são:

  1. Crédito para obter liquidez: em uma situação em que a pessoa precisa de dinheiro para investir em um negócio ou oportunidade de fazer uma aquisição, por exemplo, não é necessário se desfazer de outros ativos para conseguir o dinheiro. Basta usar esses ativos como garantia de um empréstimo. Nesse sentido, bens de maior valor e a própria participação em empresas podem ser dados como colateral;
  2. Crédito para alavancagem: é útil quando o contratante quer ampliar a sua capacidade de investir em alguma empreitada, como expandir um negócio ou fazer operações que demandem mais capital do que ele possui. Oferece mais risco, uma vez que, em caso de prejuízo, os valores também são ampliados.

Quanto custa um empréstimo colateralizado?

Como as modalidades são muito distintas, cada tipo de empréstimo tem condições e taxas diferentes. No entanto, só pelo fato de envolverem uma garantia, essas operações já oferecem juros mais baixos.

Uma vez que você conhece as formas de empréstimo colateralizado, tem mais ferramentas para organizar o seu orçamento pessoal. Agora, é hora de explorar as formas de contratar esse crédito. Por isso, não deixe de conferir o nosso post sobre fintech de crédito pessoal. Você vai descobrir como a tecnologia pode facilitar ainda mais a sua vida!