Já pensou em renegociar o financiamento do seu carro? Essa é uma alternativa que pode ser interessante para quem quer reduzir os custos da operação ou tem algum recurso extra disponível.

Por meio da renegociação, é possível reduzir o valor dos juros ou das parcelas. Mas vale prestar atenção às condições pois, dependendo da escolha, ela pode sair mais cara do que o valor original.

Por outro lado, você pode recorrer a outras modalidades de crédito para equilibrar o seu orçamento pessoal. Confira a partir de agora os principais pontos que você precisa considerar e conheça alternativas ao financiamento tradicional. Acompanhe!

Quanto você realmente está pagando no seu financiamento? 

Para ter melhores condições de renegociar o seu financiamento, primeiro é preciso entender como ele funciona. Todo empréstimo de longo prazo é composto da seguinte maneira:

Valor principal (amortização) + juros + seguros + taxas administrativas

O valor principal (ou principal, apenas) representa o que efetivamente está sendo pago em relação ao total da dívida. Já o restante (juros, seguros e taxas) representa o custo do financiamento: o dinheiro que você deixa para o banco.

Todo mês, o saldo devedor é atualizado e o cálculo da parcela é feito com base nesse valor. Logo, quando você acelera o pagamento das parcelas, o saldo devedor se torna menor e o valor dos juros acaba diminuindo por consequência.

Assim, para quitar um financiamento mais rápido, você precisa acelerar o pagamento do valor principal da dívida, ou seja, a amortização do financiamento.

E é claro, sempre vale prestar atenção não só na taxa de juros, mas também no Custo Efetivo Total (CET)  da operação.

Renegociar financiamento de carro, como funciona?

Renegociar as condições de um financiamento é algo que pode ser feito junto ao banco a qualquer momento. No entanto, como cada instituição tem a sua política, as condições variam bastante.

O primeiro passo é entender qual é o seu contexto financeiro e qual seria a solução ideal para você. Sendo assim, é possível:

  • estender o prazo do financiamento: reduzir o valor das parcelas permite ganhar mais tempo para quitar os pagamentos;
  • reduzir a taxa de juros: amortizar parte da dívida ou fazer a portabilidade do financiamento para outro banco também é uma opção. 

Vale a pena estender o prazo do financiamento?

Quanto mais rápido você conseguir quitar um financiamento, menos juros vai pagar. Seguindo essa lógica, quanto maior for o valor da parcela, mais rápido você conseguirá saldar a sua dívida.

O ideal é encontrar um equilíbrio entre o prazo e o valor da parcela, sempre lembrando que, convencionalmente, é saudável comprometer no máximo 30% da sua renda mensal com o pagamento de um financiamento. 

Em tempos de crise ou redução de renda, reduzir o valor das parcelas pode ser uma alternativa contra a inadimplência. Além disso, você evita que o bem seja executado pelo banco. 

Porém, essa é uma solução temporária e tende a aumentar o seu saldo devedor. Por isso, deixe para usar essa opção apenas em último caso.

Como funciona a amortização de um empréstimo?

A amortização é um sistema de cálculo pelo qual o valor de um financiamento vai sendo pago ao longo do tempo. Atualmente existem duas opções no mercado:

  • amortização pelo sistema SAC: o Sistema de Amortização Constante considera um valor fixo da dívida principal que deve ser pago a cada parcela. A partir daí, o cálculo dos juros é feito mensalmente, sempre considerando o saldo devedor. Na prática, o valor das parcelas começa alto e vai diminuindo ao longo do tempo;

  • amortização pela Tabela Price: aqui ocorre o contrário. As parcelas são fixas e o valor principal da dívida vai aumentando ao longo do tempo.

Em financiamentos de prazo mais longo, há uma opção para acelerar os pagamentos. É possível usar recursos extras (como 13º salário, bônus, participação nos lucros e assim por diante) para negociar com o banco. Nesse sentido, existem duas possibilidades:

  • amortização do saldo devedor: essa é a alternativa mais indicada para quem deseja pagar menos juros, pois ela reduz a base de cálculo sobre a qual incidem esses custos;
  • amortização para diminuir o valor das parcelas: por outro lado, é possível usar recursos extras para reduzir o peso das parcelas nas contas do mês. Essa opção não é tão indicada, pois ela não reduz o custo total do financiamento. Trata-se apenas de um alívio temporário.

É claro, a opção mais vantajosa depende da sua situação financeira. O ideal é tentar uma negociação antes de ficar inadimplente, pois o seu histórico de pagamento é algo que tem grande influência nas condições que os bancos oferecem.

Outras formas de renegociar financiamento de carro

1 – Portabilidade do financiamento do automóvel

A portabilidade de crédito pode ser usada caso outros bancos ofereçam condições mais favoráveis. Nesse caso, é necessário transferir o financiamento para outra instituição, que pagará a dívida no banco de origem e passará a receber os seus futuros pagamentos.

Vale prestar atenção, no entanto, ao Custo Efetivo Total (CET) do financiamento, que pode acabar ficando mais alto do que a dívida original por conta das taxas para fazer a migração.

2 – Transferência da dívida

Caso não seja possível seguir pagando o financiamento, uma alternativa é vender o carro e transferir a dívida para a pessoa que comprou o veículo. 

No entanto, é necessário que todos os registros sejam feitos da forma devida. Assim, você evita o risco de ter o nome sujo caso o novo proprietário fique inadimplente.

3 – Pagamento com o próprio veículo

Existe a possibilidade de devolver o veículo ao banco para saldar a dívida. Essa opção também deve ser usada em último caso, pois há perda do valor já pago pelo veículo.

Desistência e cancelamento do financiamento

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), existe o chamado direito de arrependimento para um financiamento dentro do período de sete dias corridos. 

Caso ele seja exercido pelo consumidor, todos os valores eventualmente pagos devem ser ressarcidos. 

Após os sete dias, ainda é possível desistir da operação. No entanto, encargos são cobrados pela rescisão do contrato.

Crédito com Garantia de Investimento (CGI): uma alternativa para ajudar a renegociar financiamento de carro

Se você tem investimentos em renda fixa (como CDB, LCI e LCA) ou em ações, BDRs, ETFs e FIIs, pode usá-los para obter um empréstimo.

Essa modalidade é chamada de Crédito com Garantia de Investimentos (CGI). Apesar de ainda ser uma relativa novidade no Brasil, ela oferece uma série de vantagens.

Ao contratar o crédito, você não precisa resgatar seus investimentos. Eles continuam rendendo normalmente conforme as condições do mercado e não podem ser movimentados durante o período da operação, exceto em caso de inadimplência. 

Além disso, você tem acesso a uma das menores taxas de juros do mercado. Na Nobli, por exemplo, você consegue contratar a partir de 0,79% ao mês. 

No CGI, o processo é 100% digital e não há dependência de cartório, como no empréstimo com garantia de imóvel. O dinheiro entra na sua conta poucos dias após a solicitação.

Como você viu, cada opção apresentada possui suas vantagens e pontos de atenção. Mas se você tem investimentos para cobrir o valor, o CGI é a melhor alternativa. 

Agora que você conhece melhor as opções para renegociar um financiamento de imóvel, que tal ver mais dicas para controlar melhor o seu orçamento? Aqui está um artigo que explica os quatro erros que você não pode cometer em seu planejamento financeiro. Confira!

Uma vez que você já sabe mais detalhes sobre a renegociação de financiamento de carro e conhece algumas alternativas, chegou a hora de entender um pouco mais sobre o que evitar na hora de cuidar do seu orçamento pessoal. Para isso, confira o nosso post que lista 4 erros muito comuns no planejamento financeiro. Acesse e confira!