Se você está em dúvida sobre resgate de aplicações financeiras, chegou ao lugar certo para entender as implicações dessa decisão.

Geralmente, quando fazemos algum investimento, não costumamos pensar no momento do resgate. Por isso, é muito comum ter dúvidas sobre os prazos e o valor líquido das suas aplicações na hora em que o dinheiro cai na conta.

Para ajudar você a esclarecer essas dúvidas, preparamos um guia rápido com tudo o que você precisa saber para tomar a melhor decisão para o seu planejamento financeiro. Aproveite a leitura!

Como funciona o resgate de aplicações financeiras?

É relativamente simples resgatar os seus investimentos. Basta fazer a solicitação junto ao seu banco ou corretora de valores e essas instituições cuidarão de todos os passos para que você tenha o dinheiro disponível em sua conta.

No entanto, categorias de investimentos diferentes têm prazos de resgate distintos. Por isso, vale prestar atenção nos seguintes exemplos:

1 – Investimentos com liquidez diária

São aquelas aplicações que oferecem resgate imediato ou no mesmo dia da solicitação. Geralmente, são os CDBs de liquidez diária, os fundos de renda fixa DI (cujo rendimento é atrelado a títulos públicos) e o Tesouro Selic. 

Após o pedido do resgate, o dinheiro é processado no máximo até o próximo dia útil, dependendo do horário da solicitação.

2 – Investimentos com prazo de resgate definido

São aquelas aplicações que possuem na sua política de investimentos um prazo determinado para cotização e liquidação, como é o caso das ações, dos BDRs, dos ETFs, dos FIIs e dos fundos de investimento em geral.

Geralmente, os prazos são expressos usando a seguinte nomenclatura:

D = dia da solicitação do resgate + n = quantidade de dias até a solicitação ser concluída.

No caso de um fundo com resgate em D+2, por exemplo, o dinheiro levaria dois dias para ficar disponível na conta do investidor. No caso de D+60, esse prazo seria de 60 dias.

Nesses casos, vale a pena prestar atenção se o prazo é contado em dias úteis ou corridos, pois feriados, fins de semana e dias em que as bolsas de valores não operam podem aumentar o tempo do resgate.

3 – Investimentos com liquidez no vencimento

São as aplicações financeiras de renda fixa de longo prazo, como os CDBs, LCIs e LCAs e debêntures.

Nesses casos, é até possível resgatar antes do prazo, mas isso tem um custo. Será necessário vender o investimento de volta para o banco emissor do título ou oferecê-lo no chamado mercado secundário.

Assim sendo, a rentabilidade do título pode ser prejudicada, fora as taxas que cada instituição pode cobrar por essa operação.

Qual é o valor líquido do resgate de aplicações financeiras?

Quando você resgata uma aplicação financeira, precisa prestar atenção ao valor líquido dos seus investimentos, especialmente em casos de resgate antecipado.

Geralmente, o rendimento que você vê na tela do banco ou da corretora trata-se do rendimento bruto da aplicação, sem descontos.

Nesse sentido, ainda é necessário levar em conta:

  • Imposto de Renda: calculado sobre o lucro no prazo do investimento, de acordo com a categoria da aplicação;
  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): incide sobre aplicações de renda fixa inferiores a 30 dias; 
  • Eventuais taxas cobradas pelo banco ou corretora: taxa de custódia, emolumentos e corretagem, no caso de investimentos de renda variável.

Todos esses valores são descritos nas notas de corretagem ou negociação, que são documentos emitidos pelas plataformas para mostrar exatamente o que você está pagando em seus investimentos.

No entanto, nem todas as plataformas expressam esses custos antes do pedido de resgate. Nesse sentido, vale consultar as Centrais de Ajuda dessas instituições para entender esses custos e fazer os seus próprios cálculos antes de fazer um pedido de resgate.

Quando vale a pena resgatar suas aplicações financeiras?

Muitas pessoas ainda não se planejam para o momento do resgate de seus investimentos. Mas pensar nisso é fundamental para não perder o controle do seu orçamento pessoal

Veja a seguir alguns exemplos de quando vale a pena resgatar os seus investimentos.

1 – Quando você realiza um objetivo

Ao estabelecer metas específicas, você também facilita o seu planejamento no momento do resgate. 

Afinal, se você sabe exatamente quando deseja realizar um objetivo, entende que não faz sentido sacar seus investimentos antes do prazo e nem usar o dinheiro para outras finalidades diante de um evento de liquidez (o vencimento de uma aplicação financeira, a venda de um imóvel ou veículo, o recebimento de um bônus e assim por diante).

Porém, também é possível que você encontre uma oportunidade para realizar o seu objetivo antes do prazo que você estabeleceu. Nesse sentido, sua reserva de emergência pode ajudar bastante.

2 – Quando a sua carteira está desbalanceada

As oscilações do mercado podem desbalancear o seu portfólio com o passar do tempo. A própria valorização de uma ação, por exemplo, pode tornar necessário balancear a sua carteira com mais aplicações de renda fixa para proteger o seu portfólio. 

Nesse sentido, o resgate pode ser necessário, mas deve ser a última opção, pois sempre está sujeito à incidência de taxas e impostos.

3 – Quando uma estratégia de investimentos não faz mais sentido

No início dos anos 2010, a renda fixa era a estrela do mundo dos investimentos. A rentabilidade das aplicações dessa categoria superava facilmente os 10% ao ano devido à Selic mais alta. 

Hoje o cenário mudou. A Selic atingiu mínimas históricas e, mesmo depois de voltar a subir, deve continuar em um patamar mais baixo. Dessa forma, caso você tenha aplicações mais antigas, pode ser o momento de considerar o resgate.

4 – Quando você precisa usar a sua reserva de emergência

Como o próprio nome já diz, a reserva de emergência (há quem também a chame de reserva de oportunidades) é a proteção que você precisa manter para eventuais imprevistos ou oportunidades de última hora.

Seja para resolver alguma pendência inesperada, seja para fechar um negócio imperdível, é ela quem vai te dar o combustível que você precisa para realizar os seus objetivos.

Mas cuidado! Evite usar o total da sua reserva para não ficar sem capital, especialmente se você estiver em meio a um processo burocrático, como a compra de bens ou o investimento em um negócio. 

Como é difícil prever a quantidade de despesas que você terá, busque sempre deixar algum valor à disposição caso você precise de fôlego extra.

Agora que você tem uma ideia de como funciona o resgate de aplicações financeiras, que tal conferir um material completo que vai te mostrar como turbinar os seus investimentos? Baixe grátis o e-book Será que está na hora de resgatar os meus investimentos? e tire suas dúvidas!