Apesar de ser uma ferramenta criada para ajudar na gestão financeira, o crédito no planejamento financeiro ainda é visto de forma negativa por muitos brasileiros. Alguns fatores que contribuem para essa visão são as altas taxas de juros e o alto índice de inadimplência no país. 

Mas você sabia que ele pode ser um aliado importantíssimo do seu planejamento financeiro? A partir de agora, você vai entender como o crédito pode ajudar no seu orçamento pessoal e na realização dos seus objetivos. Acompanhe a leitura! 

Principais erros na hora de usar o crédito 

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) criou um manual gratuito para ajudar as pessoas a melhorarem a gestão das suas finanças pessoais. Nele, estão listados os principais erros das pessoas na hora de usar o crédito como planejamento financeiro. Veja a seguir. 

1 – Não planejar 

Assim como saúde, educação, família e carreira, suas finanças pessoais também demandam atenção contínua.  

Por isso, é essencial manter um acompanhamento constante para não perder o controle dos seus gastos e garantir que você está no caminho para alcançar os seus objetivos financeiros. 

E você nem precisa gastar tanto tempo com esse acompanhamento. Basta observar alguns indicadores básicos, como suas despesas em relação à sua renda e quanto dinheiro por mês você consegue guardar para cada um dos seus objetivos. 

2 – Gastar demais 

É justamente a falta de equilíbrio financeiro que faz com que as pessoas gastem mais do que ganham.  

E quando isso acontece, é muito mais sedutora a possibilidade de tomar um empréstimo para pagar as dívidas do que aumentar a sua renda ou fazer um controle mais rígido do seu orçamento.  

Nessa hora, o crédito pode sim ser uma ferramenta para resolver o problema, mas essa é uma situação que deve ser encarada como exceção. E sempre será preciso comparar as condições e as taxas para não entrar numa dívida impagável, do tipo bola de neve. 

3 – Usar o crédito para despesas recorrentes 

Outra falha apontada pelo guia da CVM é utilizar o crédito para itens de consumo, que não ajudam a construir o seu patrimônio. Isso porque, como esses gastos se repetem, existe um grande risco do empréstimo não ser suficiente para liquidá-los. 

Nesse sentido, o ideal é pagar as contas com o dinheiro já disponível e recorrer a empréstimos para reduzir dívidas ou investir em um negócio, financiar um imóvel, e assim por diante. 

E é claro: se você tem gastos recorrentes acima da sua renda, é necessário analisar o seu estilo de vida para entender o que precisa ser melhorado pois, no longo prazo, essa é uma situação insustentável. 

4 – Deixar-se levar pela emoção  

Aceitar ofertas imperdíveis ou comprar itens apenas por conta do apelo emocional é uma armadilha da qual nem todas as pessoas conseguem fugir. Por isso, o ideal é você se preparar para saber dizer não quando necessário. 

Para isso, tenha sempre em mente os seus objetivos financeiros de longo prazo e procure equilibrar as suas contas. Dessa maneira, você conseguirá fugir de compras mal planejadas e atingir o equilíbrio financeiro de maneira duradoura. 

Quando é ideal tomar um empréstimo?  

Já mencionamos que o ideal é usar o crédito para desafogar o seu orçamento ou adquirir bens que gerem renda no futuro. Assim sendo, alguns exemplos são: 

  • Crédito para quitar dívidas: o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito são as modalidades de dívida mais caras. Por isso, caso você tenha caído em alguma delas, vale a pena considerar tomar um empréstimo para trocar uma dívida mais cara por outra mais barata; 
  • Crédito para financiar um imóvel: sair do aluguel e ter o seu próprio patrimônio é o desejo de muitas pessoas. O crédito pode ajudar a alcançar esse objetivo; 
  • Crédito para investir em educação ou no seu próprio negócio: investir na sua carreira ou adquirir bens que te ajudem a gerar renda no futuro são bons exemplos de uso ideal do crédito. A tendência é que, por meio dessas operações, você consiga ampliar os valores que recebe e quite suas obrigações sem ficar no vermelho. 

Mas não basta apenas usar o crédito para essas finalidades. Também é necessário prestar atenção ao custo total efetivo da operação e às modalidades de financiamento ideais para cada objetivo. 

E agora que você já sabe como conciliar o uso do crédito com o seu planejamento financeiro, o próximo passo é conhecer mais detalhes sobre os tipos de crédito pessoal que existem no mercado. Para isso, clique aqui e confira um conteúdo que preparamos para ajudar a tirar as suas dúvidas.