A Companhia Siderúrgica Nacional é uma das empresas mais antigas da bolsa de valores. Considerando esse histórico, será que vale a pena investir nas ações da CSN (CSNA3)?

Neste post, você saberá mais sobre a empresa e verá alguns dos principais resultados que ela vem entregando nos últimos tempos.

Assim, já terá mais insumos para decidir se faz sentido incluir esses papéis na estratégia de diversificação dos seus investimentos

Além disso, também vai entender a diferença entre os papéis da CSN e da CSN Mineração. Acompanhe! 

 

Conheça mais sobre a CSN

A CSN nasceu como companhia estatal em 1941 por um decreto do presidente Getúlio Vargas. Sua fundação aconteceu durante um período conhecido como Estado Novo. 

Nos tempos da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos fizeram um acordo com o Brasil para construir a usina e fornecer aço para os aliados. A planta foi construída em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, local em que permanece até hoje.

Em 1993, a empresa foi privatizada e passou a ser controlada pela família Steinbruch. Atualmente, seu principal executivo é o banqueiro Benjamin Steinbruch.

A CSN hoje é uma das maiores siderúrgicas do mundo. Além do aço, a companhia também produz minério de ferro, carvão e cimento. Justamente por atuar no segmento de commodities, ela tem uma forte receita de exportações

No entanto, nos últimos anos, a redução do crescimento da economia chinesa vem afetando os números da companhia, pois o país é um dos principais compradores de sua produção.

CSN: principais números
Receita líquida em 2020 R$ 30,06 bilhões 
Lucro líquido em 2020 R$ 4,29 bilhões
Código de negociação na B3 (ticker) CSNA3

Fonte: CSN – Relações com Investidores

 

5 fatos sobre a CSN

 

1 – A empresa tem uma dívida bilionária

Por causa da natureza do seu negócio, a CSN financia suas atividades por meio do crédito. Atualmente, a dívida da companhia está em 0,6x a sua geração de caixa (Ebitda).

No entanto, com o recente boom das commodities, os números vêm melhorando e a companhia até superou as expectativas para a redução de suas dívidas.

Além de maior eficiência operacional e do avanço do preço de seus itens produzidos, a companhia também levantou receitas a partir da abertura de capital (IPO) da CSN Mineração e da venda de parte de suas ações da Usiminas (USIM5), outra siderúrgica.

2 – A empresa não paga dividendos regularmente

A CSN vem melhorando o seu perfil de endividamento e aumentando a sua eficiência operacional. No entanto, ela ainda não consegue manter um pagamento regular de proventos.

Em 2021, a siderúrgica distribuiu dividendos em abril e julho. Anteriormente, ela distribuiu proventos em abril de 2020 e em setembro de 2019. Antes disso, ela só havia pago Juros Sobre Capital Próprio (JCP ou JSCP) em 2013.

 

3 – A CSN Mineração é a segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil

O braço de mineração da CSN, a CSN Mineração, foi separado da empresa original e teve o capital aberto na bolsa de valores em fevereiro de 2021 sob o código de negociação (tickerCMIN3.

Atrás apenas da Vale, o negócio é o segundo maior do Brasil em termos de exportação de minério de ferro. A abertura do capital foi, inclusive, um movimento estratégico para que a família Steinbruch pagasse parte da dívida da empresa original.

 

4 – Ações CSN, Vale e Usiminas já foram criticadas por sua governança corporativa

Além da CSN, a família Steinbruch também era dona de parte das ações da Vale e, ainda hoje, da Usiminas. 

Um dos princípios da governança corporativa diz que empresas com negócios semelhantes não devem ter as mesmas lideranças. O objetivo é evitar o conflito de interesses, uma vez que as decisões tomadas em uma empresa podem prejudicar a outra.

No entanto, Benjamin Steinbruch é um nome comum para as três companhias. No início dos anos 2000, a CSN comprou ações da Vale em seu processo de privatização, desfazendo-se dos papéis cerca de dez anos depois.

Nesse meio tempo, a família também tinha participação na Usiminas. A partir de 2011, Steinbruch passou a reivindicar o direito de tag along para sair da siderúrgica.

Esse mecanismo é exercido a partir de uma oferta pública de compra da empresa por seu grupo controlador, no qual os acionistas minoritários (caso de Steinbruch) teriam direito a um valor de 80% do preço de venda das ações. 

No entanto, a oferta não foi feita e, desde então, Steinbruch briga na Justiça para ter esse direito garantido a preços de 2011. Esse, aliás, é um dos principais casos do direito empresarial no Brasil, com vários desdobramentos ao longo dos anos.

5 – As ações da CSN podem ser usadas para obter um empréstimo

No Crédito com Garantia de Investimentos (CGI), é possível utilizar as ações da companhia e de outras empresas para conseguir recursos extras para os seus projetos.

Na Nobli, a primeira fintech independente a oferecer esse tipo de serviço no Brasil, você pode usar as ações da CSN como garantia para empréstimos com a menor taxa de juros do mercado.

Faça uma simulação gratuita no site da Nobli agora mesmo e veja como funciona!

 

Conclusão: vale a pena investir nas ações da CSN?

As ações da CSN podem ser interessantes para quem busca papéis de empresas já consolidadas, com mais experiência no mercado. 

No entanto, devido à sua dependência das exportações, acontecimentos no cenário econômico global podem afetar o desempenho de suas ações.

Além disso, não há regularidade no pagamento de dividendos. Isso dificulta os objetivos relacionados à renda extra.

Antes de fazer qualquer investimento, você precisa entender se ele é condizente com o seu perfil de risco e se está de acordo com seus objetivos, especialmente quanto ao prazo de realização.

Dessa forma, você ficará mais confortável com suas escolhas, ainda que haja turbulências no mercado financeiro.