A LCI e LCA são dois investimentos bastante populares na categoria da renda fixa. O principal atrativo é a isenção de Imposto de Renda. Mas nem sempre elas são a aplicação financeira ideal para os seus planos.

Neste post, você vai ver cinco principais pontos sobre LCI e LCA que você não pode esquecer antes de tomar alguma decisão de investimento.

Conhecendo esses detalhes, é muito mais fácil elaborar um planejamento financeiro que atenda às suas necessidades. Vamos começar? 

1 – Funcionam como uma espécie de empréstimo reverso

LCI é a sigla para Letra de Crédito Imobiliário, enquanto LCA quer dizer Letra de Crédito do Agronegócio.

Ambas são instrumentos criados pelos bancos para financiar empréstimos para projetos ligados a esses setores.

Assim, quando você investe em algum desses títulos, na verdade está emprestando o seu capital para um banco. A instituição, por sua vez, oferecerá esse dinheiro para as companhias financiarem suas empreitadas nesses dois mercados, cobrando uma taxa de juros.

Ao fim do prazo do investimento, essas companhias quitam o empréstimo junto ao banco. Este, por sua vez, devolve o dinheiro para os investidores, remunerando esse capital de acordo com uma taxa de juros determinada no momento da contratação.

2 – Têm opções prefixadas, pós-fixadas e mistas

A rentabilidade da LCI e LCA é dada em diferentes formatos, que sempre consideram um valor em percentual ao ano (% ao ano) em relação ao capital investido. Os tipos são:

LCI e LCA prefixadas: o rendimento é dado por uma taxa única, que permite saber exatamente quanto a aplicação renderá ao final do prazo, como 5% ao ano, por exemplo.

LCI e LCA pós-fixadas: são dadas em percentual de um índice financeiro, como o CDI (principal indicador da renda fixa no Brasil). Não é possível ter certeza sobre o rendimento final da aplicação, justamente porque o cálculo depende da variação desse indicador. O mais comum é ver ofertas como: LCA de 90% do CDI, por exemplo.

LCI e LCA com taxa mista: nesse caso, a rentabilidade é formada por uma taxa prefixada, mais a variação de um indicador financeiro. Assim, é comum ver ofertas como LCI 2% + IPCA, por exemplo, em aplicações com prazo de vencimento mais longo.

3 – Nem sempre o rendimento é maior por conta da isenção de imposto

Na hora de decidir qual é o melhor investimento para você, não basta apenas olhar para a isenção de Imposto de Renda.

É necessário também entender se o rendimento líquido da aplicação é mais vantajoso para você. Vamos ver como funciona na prática.

As LCIs e LCAs têm a sua rentabilidade dada em taxa percentual ao ano, como veremos mais adiante.

Agora, imagine o seguinte cenário:

Você quer investir durante 12 meses e 1 dia (361 dias) em alguma aplicação financeira mais conservadora. As opções são:

– Uma LCI que promete retorno de 80% do CDI

– Um CDB com liquidez diária que oferece rentabilidade de 100% do CDI

Considere que o CDI esteja em 3,4% ao ano. Vamos aos cálculos:

tabela LCI e LCA
Cálculos feitos com a Calculadora do Cidadão, do Banco Central

Perceba que um CDB liquidez diária com rentabilidade de 100% do CDI já rende mais do que uma LCI com rentabilidade de 80% do CDI, mesmo que esta última seja isenta de IR.

4 – LCI e LCA são aplicações para médio e longo prazo

Por terem a finalidade de financiar empreendimentos, os recursos aplicados em LCI e LCA costumam ter prazo de resgate um pouco mais longo, de pelo menos um ano, em média.

É claro, existem instituições que oferecem prazos mais flexíveis, como as aplicações com resgate em 90 dias. Mas o oposto também vale: há LCIs e LCAs com prazos de até dez anos.

A diferença é sempre a rentabilidade oferecida: quanto mais tempo o dinheiro tiver de permanecer aplicado, maior tende a ser a taxa de juros que o banco paga sobre o investimento.

Por isso, outro ponto de atenção, especialmente se você estiver investindo por um prazo mais longo, é calcular se a rentabilidade oferecida por determinada aplicação faz sentido para o prazo ou se existem outras alternativas no mercado que remuneram melhor.

Naturalmente, o ideal é comparar aplicações com mecânica parecida, como LCI, LCA e CDB, que são todos investimentos de renda fixa conservadores. 

5 – Resgates antes do prazo podem ser penalizados

As LCIs e LCAs costumam possuir um período de carência para resgates, geralmente de 90 dias. Assim, ainda que seja possível resgatar antes do vencimento, é necessário aguardar a carência para não perder parte do capital investido com o pagamento de taxas.

E mesmo passado o período de carência, os resgates antes do prazo dependem do mercado secundário. Ou seja, é necessário vender o título para uma instituição financeira, geralmente por condições um pouco menos vantajosas e que podem comprometer a rentabilidade do investimento.

Dessa maneira, vale sempre planejar seus investimentos pensando não somente na rentabilidade e nos riscos, mas também no prazo de resgate.

6 – LCI e LCA podem ser usadas como garantia de um empréstimo

Sabia que você pode usar suas aplicações em LCI e LCA para conseguir crédito? Essa possibilidade ainda é relativamente recente no Brasil, mas promete mudar a forma como as pessoas enxergam esse mercado.

E o melhor: as taxas de juros são as mais baixas do mercado, com contratação online e liberação rápida dos recursos. A Nobli, por exemplo, é uma empresa especializada nesse tipo de operação e pode oferecer as melhores condições para você. 

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