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5 coisas que você precisa saber sobre o ETF

Se você se interessa por investimento em ações, com certeza vai gostar de saber tudo sobre ETF que é uma forma mais fácil e mais barata de automatizar as suas aplicações em renda variável.

Para quem deseja investir para o longo prazo, esse tipo de aplicação financeira é uma excelente forma de deixar a carteira mais eficiente e diversificada. Além disso, o custo é mais baixo do que outras categorias de fundos de investimento, o que é uma vantagem.

Por esses motivos, vale a pena considerar os ETFs na sua estratégia de investimento e tirar as suas dúvidas neste conteúdo que preparamos. Vamos começar?

Como funciona o ETF?

ETF (Exchange Traded Fund) é um fundo de índice com características semelhantes aos outros fundos de investimentos. Ou seja, é uma modalidade na qual vários investidores se reúnem para fazer aplicações em conjunto e possuem uma gestão especializada.

Resumidamente, os ETFs funcionam assim: quando o investidor compra ETFs, ele adquire cotas de um fundo que replica o comportamento de um índice de ações ou de renda fixa.

Essas cotas são negociadas na Bolsa de Valores e representam todos os ativos que compõem uma carteira teórica — uma seleção de papéis utilizada para avaliar a performance de alguns ativos no mercado.

Sendo assim, sempre que for necessário, o administrador responsável pelo fundo altera a composição dos ativos conforme o índice que rege o ETF.

Quais as características de um ETF?

Antes de investir em ETF, é importante entender as suas características e particularidades. Isso pode te ajudar a entender se essa modalidade de investimento realmente atende às suas expectativas. Então, veja abaixo as principais características de um ETF:

Acessibilidade

Assim como os outros tipos de negociações em renda variável, as operações com ETFs são realizadas diretamente no home broker. Dessa forma, o investidor pode acessar suas aplicações de qualquer lugar, basta ter um computador ou celular com acesso à internet.

Diversificação

A diversificação é outra característica marcante do ETF, já que suas cotas podem representar ativos de várias companhias em diferentes segmentos.

Transparência

As carteiras dos ETFs são divulgadas diariamente e precisam seguir à risca a sua política de investimentos, que inclui o acompanhamento de um índice, com informações que podem ser facilmente encontradas.

Sendo assim, o investidor pode acompanhar em tempo real seus investimentos.

Gestão passiva

A gestão de um ETF sempre será passiva, o que significa que seus gestores precisam apenas replicar a composição e o desempenho de um índice de referência.

Essa característica está muito associada à transparência, já que permite o acompanhamento diário do retorno dos índices.

Liquidez

Como os ETFs refletem o comportamento do mercado, pode ser que não seja tão fácil vender esses ativos nos períodos em que a economia do país estiver fragilizada.

Por outro lado, os ETFs serão facilmente negociados quando o índice Ibovespa, por exemplo, estiver em alta.

Quais as principais vantagens do EFT?

Primeiramente, podemos falar do baixo custo do ETF. Por se tratar de um fundo composto por vários ativos, os investidores costumam pagar menos taxas do que se fosse investir em cada ação que está presente do fundo separadamente.

Para adquirir esses ativos também não é necessário muitos recursos, pois existem corretoras e bancos digitais que disponibilizam opções de ETFs a partir de R$ 100,00, por exemplo.

Outra grande vantagem é a possibilidade de investir em grandes marcas, como a Google, Amazon e várias outras companhias muito bem avaliadas no mercado internacional.

Nesse caso, os ETFs replicam os índices de bolsas no exterior, como a de Nova York, por exemplo. Tudo isso negociando diretamente na B3 (Bolsa de valores brasileira).

Por fim, temos a facilidade de investir em renda variável. Esse é um ponto positivo para os investidores que estão iniciando na bolsa de valores, tendo em vista que os ETFs têm uma gestão passiva e exposição indireta ao mercado de ações.

5 informações importantes sobre o ETF

1 – Ibovespa não é investimento, mas é replicado por vários ETFs

Você já deve ter visto alguma notícia sobre o Ibovespa subir ou cair em determinado dia. Mas sabia que o Índice Bovespa, que é o principal índice brasileiro de ações, não é em si um investimento?

Como diz o nome, ele é apenas um índice de referência, que reúne as principais ações negociadas no Brasil. Mas, então, é necessário comprar cada ação que compõe o Ibovespa para ter um portfólio que acompanhe esse índice?

É aqui que entra o ETF. Com apenas uma aplicação, você já faz a compra ou venda de todas essas ações de uma só vez. E o melhor: você não precisa se preocupar com as mudanças periódicas no índice. O ETF é feito para ter uma carteira rebalanceada sempre de acordo com essas modificações.

Na prática, significa que você pode ter um portfólio diversificado e atualizado automaticamente de tempos em tempos com apenas uma aplicação financeira. 

Existem vários ETFs no Brasil que replicam a carteira do Ibovespa. Eles são:

  • BOVA11: da gestora BlackRock, é o principal ETF de Ibovespa do mercado brasileiro. A taxa de administração é 0,30% ao ano;
  • BBOV11: do Banco do Brasil, tem taxa de administração de 0,18% ao ano;
  • BOVB11: do Bradesco, tem taxa de administração de 0,20% ao ano;
  • BOVV11: do Itaú, tem taxa de administração de 0,30% ao ano;
  • XBOV11: da Caixa Econômica Federal, tem taxa de administração de 0,50% ao ano;
  • SAET11: do Banco Safra, tem taxa de administração de 0,25% ao ano.

2 – ETF é mais barato que fundos de investimento convencionais

Todo ETF tem uma taxa de administração, assim como os fundos de ações. Mas esse custo costuma ser cerca de 6 vezes menor, frente à média de 2% cobrada pelos fundos de ações. E isso sem contar a taxa de performance.

Justamente por replicarem fielmente os índices financeiros, os ETFs não contam com uma estratégia de gestão ativa de investimentos, ou seja, uma pessoa ou um time de profissionais que tomam decisões sobre como será a sua carteira. Uma vez que será exatamente a cópia do índice de referência, esse trabalho não é necessário.

Isso tem os seus prós e contras. O ponto positivo é que você gasta menos com taxas e tem uma carteira automaticamente diversificada. Já o ponto negativo é que você está investindo sempre de acordo com o índice, mesmo quando ele está caindo.

3 – O rebalanceamento da carteira de um ETF é automático

De tempos em tempos, índices de referência sofrem modificações que obedecem à metodologia de cada um deles. O objetivo é adequar o portfólio aos novos cenários de mercado.

No caso do Ibovespa, esse rebalanceamento acontece a cada quatro meses. Assim, nesse período, as ações de uma empresa podem entrar, as de outra podem sair, os papéis de uma terceira companhia podem passar a ter peso maior ou menor no índice, e assim por diante.

O importante aqui é que você não precisa se preocupar com essas mudanças. Elas são feitas de forma automatizada pelas gestoras dos ETFs.

4 – Você pode montar uma carteira apenas com ETFs

Como você já viu até aqui, o ETF já é um investimento naturalmente diversificado. Sendo assim, você pode optar por investir em um ou mais desses ativos, considerando sempre o seu perfil e os seus objetivos.

Ou seja, você também pode diversificar nos ETFs em que você investe. Para se ter uma ideia, é possível:

  • Investir em ações de empresas pagadoras de dividendos com o ETF DIVO11;
  • Investir em renda fixa com os ETFs IMAB11 e FIXA11;
  • Investir em Bitcoins e outras criptomoedas com o ETF HASH11.

No site da B3, você encontra a lista completa dos ETFs listados na bolsa de valores.

5 – Você pode investir fora do Brasil com ETFs

Sim! É possível investir no exterior por meio dos ETFs. E você pode fazer isso por aqui mesmo, sem ter que abrir conta em corretoras fora do Brasil. As opções são:

  • IVVB11: da BlackRock, replica a carteira do S&P 500, principal índice de ações dos Estados Unidos;
  • SPXI11: do Itaú, também replica a carteira do S&P 500;
  • EURP11: da XP, tem carteira baseada no MSCI Europe, um dos principais índices de ações da Europa;
  • ACWI11: da XP, reproduz o MSCI ACWI, índice focado em ações de médias e grandes empresas de países desenvolvidos e emergentes;
  • DNAI11: do Itaú, é especializado em ações de empresas que atuam no campo da genética;
  • EMEG11: da XP, é baseado do MSCI Emerging Markets, principal índice que reúne papéis de empresas de mercados emergentes, como África do Sul, Coreia do Sul, Taiwan, entre outros países;
  • GOLD11: da XP, reproduz o índice iShares Gold Trust, que acompanha o preço do ouro em dólar;
  • HTEK11: do Itaú, traz ações de empresas internacionais do setor de saúde;
  • NASD11: da XP, replica um índice da Nasdaq que reúne as ações das maiores empresas não financeiras dos EUA;
  • MILL11: do Itaú, é focado em ações de empresas de consumo e serviços voltadas para millenials (geração Y, pessoas nascidas entre os anos 1980 e 2000);
  • QBTC11: da QR Asset Management, reproduz o desempenho de derivativos de Bitcoin por meio do índice CME CF Bitcoin Reference Rate, da bolsa de Chicago;
  • TECK11: do Itaú, investe em ações das chamadas BIg Techs (gigantes do setor de tecnologia, como Amazon, Apple, Facebook, Google, Netflix e Tesla);
  • XINA11: da XP, reúne as ações mais negociadas de empresas chinesas.

O que é IVVB11?

O IVVB11 é o segundo ETF mais negociado do Brasil. Ele replica o desempenho do S&P 500, o principal índice de ações da bolsa norte-americana.

Além disso, esse ETF também captura a variação cambial, ou seja, quem investe nesse papel obtém a diferença entre o real e o dólar no período do investimento.

Para investir em IVVB11, basta ter uma conta em uma corretora com acesso a um home broker. 

Nesse sistema, basta digitar o código de negociação IVVB11 e escolher a quantidade de cotas desse ETF que você deseja comprar ou vender. 

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